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| JÚLIO DELGADO DEPUTADO DO PSB |
A Executiva Nacional
do PSB decidiu neste sábado (20), abandonar o governo Michel Temer. Reunido
em Brasília, o partido oficializou o desembarque pouco antes de Temer
fazer novo pronunciamento na TV para se defender das suspeitas de obstrução da
Justiça, corrupção e organização criminosa, pelas quais é formalmente
investigado no Supremo Tribunal Federal, após ter sido gravado por Joesley
Batista, dono da JBS.
É
forte a pressão da cúpula para que o ministro de Minas e Energia, Fernando
Coelho Filho (PSB), entregue o cargo ou ao menos se licencie. Mas não houve
deliberação a respeito. Ele teve apoio de dirigentes de Pernambuco e São Paulo
para assumir, embora não tenha sido indicado pelo comando nacional do partido.
“Entendemos
que o presidente deve renunciar porque já não tem condições políticas, morais,
éticas e administrativas para continuar. Que ele facilite a vida dos
brasileiros para que se vire essa página”, disse Carlos Siqueira, presidente
nacional da legenda. Ele afirmou que o ministro por enquanto permanece “na
condição de convidado por Temer” e havia pedido prazo de 48 horas para se
decidir.
O
PSB participou da base governista, mas vinha rachado em disputas internas de
controle partidário. As bancadas no Congresso se manifestaram contra as
reformas trabalhista e da previdência. Integrantes do partido agora cobram a
renúncia de Temer, a cassação no Tribunal Superior Eleitoral e chancelaram a
assinatura dos pedidos de impeachment.
O
deputado Julio Delgado (PSB-MG) afirma que o PSB vai trabalhar pela paralisação
total dos trabalhos na Câmara até que se defina o futuro da Presidência da
República. “O partido decidiu pedir a renúncia, propor o impeachment, fechar
questão por novas eleições diretas [PEC do deputado Miro Teixeira, da Rede
Sustentabilidade] e ter uma linha mais propositiva, inclusive pendido mais
celeridade no julgamento da chapa Dilma/Temer no TSE. É a forma que a gente tem
de dar uma limpada nisso tudo. O Brasil não pode esperar quinze dias para resolver
esse problema”, afirmou.
Segundo
Delgado, o partido não muda sua posição depois de Temer se defender novamente
na TV, solicitar a suspensão do inquérito e apontar suposta adulteração no
áudio gravado por Joesley Batista. “É uma declaração justa de quem tenta se
defender atacando o delator que o entregou. Ele só esquece de dizer que o cara
entrou na casa dele com codinome, às 22h45 da noite… O conjunto do que
aconteceu e a permissividade do Temer com relação à conversa deixam claro que,
independentemente de ter sido editado ou não, a parte importante estava na
íntegra, houve crime de responsabilidade. Portanto o partido decidiu pelo
impeachment, pela renúncia, pelas eleições diretas. O fechamento dessa questão
vem de encontro à história de nossa militância, para a gente parar a Casa,
obstruir tudo até que se possa definir de uma vez por todas a situação do
Temer. O PSB está na oposição.”
Fonte Veja.com
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