Pouco antes do pronunciamento feito na tarde desta quinta-feira
pelo presidente Michel Temer, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)
conversaram, em sala privativa, sobre a regra de sucessão presidencial em caso
de renúncia. Eles concordaram que vale o trecho da Constituição Federal segundo
o qual, em caso de vacância, o presidente da Câmara dos Deputados assume o
cargo e convoca eleição indireta, realizada no Congresso Nacional, para o
presidente da República e o vice.
A conversa aconteceu no salão branco, uma espécie de antessala do
plenário do tribunal, depois da sessão de julgamentos do STF. Entre os
ministros, não há dúvida de que a regra constitucional deve ser aplicada no
caso de renúncia.
Mesmo com o clima de apreensão
instalado no governo, os integrantes do STF não falaram entre si sobre a
gravidade do assunto antes ou depois da sessão. Discreta, a presidente,
ministra Cármen Lúcia, evitou o assunto. Com exceção da presidente, os ministros
não foram informados pelo relator de que seriam realizadas diligências da
Lava-Jato nesta quinta-feira. Muitos estavam surpresos.
Depois da sessão de ontem, Fachin
informou os colegas oficialmente das decisões tomadas e esclareceu que só
levaria os casos ao plenário diante de eventual recurso da Procuradoria-Geral
da República (PGR). Os ministros presentes consideraram a atitude natural e não
questionaram a atitude do relator.
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