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A ex-primeira dama
negou com veemência a Bretas participação no esquema criminoso descrito pelo
MPF
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O empresário Luiz Alexandre Igayara afirmou nesta quarta-feira (10) que
emitiu notas frias em nome do escritório da ex-primeira-dama do Rio Adriana
Ancelmo. Ele disse que pagou à empresa R$ 2,5 milhões sem a prestação de
serviços.
Igayara firmou acordo de colaboração premiada com o Ministério Público
Federal e foi o primeiro a confirmar à Justiça o uso do escritório de Ancelmo
no esquema do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).
O empresário disse que recebia em dinheiro o valor em sua empresa, a
Reginaves (Frangos Rica) entre 2012 e 2014. Por vezes, o montante era
transportado em carros-fortes da empresa Trans-Expert para a sede da empresa.
A guarda de valores já havia sido citada pelo ex-secretário Hudson
Braga. Ele afirmou que recursos de caixa dois de campanha do governador do Rio,
Luiz Fernando Pezão (PMDB), ficavam guardados no cofre da Trans-Expert.
Igayara disse ao juiz Marcelo Bretas, responsável pela operação Lava
Jato no Rio, que Cabral caracterizava o dinheiro como "sobras de
campanha".
"Ele sempre falou [que era sobra de campanha]. Ele me pediu quando
fui reclamar de uma autuação da Receita", disse o empresário, que afirmou
sempre ter tratado do ato ilícito com o ex-governador.
Ancelmo negou em depoimento que tenha cometido qualquer crime. Ela disse
que prestou serviços à Reginaves, por meio de reuniões, pareceres e análise de
documentos.
"A empresa tinha muitos passivos trabalhistas. Em 2012,
reorganizamos a empresa para sanar os problemas. Em 2014, o serviço tinha como
objetivo sanar esses passivos uma vez que isso estava afastando interessados em
comprá-la", disse Adriana Ancelmo.
A ex-primeira dama negou com veemência a Bretas participação no esquema
criminoso descrito pelo MPF.
"Nenhum empresário, operador ou o que for pode dizer que lavou
dinheiro através do meu escritório. Jamais tive participação ou conhecimento
sobre o que supostamente foi realizado", disse ela.
A suposta lavagem de dinheiro também é alvo de outra ação penal que
envolve o empresário Eike Batista. A EBX repassou R$ 1 milhão à firma em 2011.
Para a Procuradoria, a movimentação refere-se a pagamento de propina. Ela
também negou crime na operação.
Com informações da Folhapress.
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