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Desde que
governo publicou medida provisória, saques estão permitidos, mas texto precisa
ser aprovado pelo Senado até 1º de junho para não perder validade e
inviabilizar novos saques.
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Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (23) a
medida provisória editada pelo governo que autoriza o saque das contas inativas
até 31 de dezembro de 2015 do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Após a aprovação do chamado texto-base, os
deputados analisaram sugestões de parlamentares para modificar o texto
original, mas as emendas foram todas rejeitadas. Com isso, o texto segue para
análise do Senado.
Pela Constituição, as medidas provisórias, editadas
pelo governo federal, têm força de lei assim que são publicadas no "Diário
Oficial da União" e entram em vigor imediatamente. Esse tipo de projeto,
contudo, precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional em até 120 dias para não
perder a validade.
No caso da MP do FGTS, a medida tem prazo até o
próximo dia 1º de junho - quinta-feira da próxima semana. Se não for votada
pelo Senado até essa data, perderá a validade, sob risco de inviabilizar o
saque das pessoas nascidas de setembro a dezembro.
Isso porque o saque para quem nasceu nesses meses
só está permitido a partir de 16 de junho. Para os nascidos em dezembro,
somente em 14 de julho.
Rentabilidade
A medida provisória aprovada nesta terça também
garante um rendimento maior daqui para frente para os saldos depositados no
FGTS.
Todo mês, as empresas depositam no Fundo de
Garantia o equivalente a 8% do salário de cada empregado.
Uma parte desse dinheiro é usada pelo FGTS para
fazer aplicações financeiras e empréstimos para casa própria, o que leva ao ganho
de juros. É desse rendimento que cada trabalhador vai ter direito a uma fatia,
a partir de 2017: 50% do que o FGTS render vão ser distribuídos
proporcionalmente.
Até então, os recursos dos trabalhadores depositados
no FGTS eram remunerados em 3% ao ano, mais a variação da Taxa Referencial (TR).
Com a distribuição de metade do lucro anual do FGTS aos
trabalhadores, a estimativa do governo é que a remuneração anual fique em cerca
de 5% a 6% ao ano, mais a variação da TR – valor próximo ao registrado pela
poupança. O governo diz que esse novo rendimento vai ser depositado nas contas
automaticamente.
Crise política
Em razão
da crise política, que se agravou na última semana em razão das delações da
JBS, os partidos da oposição, incluindo PT, PCdoB, PDT, PSOL, Rede e PMB,
tentaram impedir a votação desta terça, com a apresentação de vários
requerimentos, o que é permitido regimentalmente, mas, na prática, atrasa a
votação.
O motivo da tentativa de obstrução,
segundo parlamentares desses partidos, não estava relacionado ao conteúdo da
medida provisória, mas, sim, era uma forma de marcar posição política, uma vez
que defendem o impeachment do presidente Michel Temer. Na votação do mérito da
MP, os partidos de oposição votaram a favor da matéria.
Durante a sessão, foram ouvidos gritos de
"Fora, Temer!" e uma faixa foi estendida no plenário pedindo a saída
do presidente.
Desde que se tornaram públicas as delações
dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, o presidente Michel
Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foram os principais atingidos. Enquanto
a Câmara já acumula 14 pedidos de impeachment, o Supremo Tribunal Federal
afastou Aécio do mandato parlamentar.
Fonte G1
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