Prisco reconhece que PM ‘nunca teve direito a
greve’
Condenado a cumprir medidas cautelares por liderar três greves da Polícia
Militar, em 2002, 2012 e 2014, o deputado estadual Marco Prisco
(PPS) reconheceu, na tarde desta quarta-feira (5), que a corporação “nunca teve
direito a greve”.
Na avaliação do
parlamentar, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que condenou
o direito à paralisação das forças de segurança, só muda a aplicação da regra
para os policiais federais, rodoviários federais e ferroviários federais.
“Para a gente não
altera nada. Altera para os demais, porque o direito de greve deles era
constitucional, mas para a gente esse direito nunca foi permitido. Nunca houve
uma decisão favorável porque [o movimento] sempre foi vedado na Constituição. O
que o Supremo fez foi julgar algo que estava na Constituição como
constitucional e colocou como inconstitucional”, avaliou prisco.
O deputado pondera,
no entanto, que o entendimento do seu grupo, a Aspra, era de que “não havia
greve” nas paralisações promovidas na PM. Com a decisão, segundo ele, as
entidades têm que consultar o STF sobre a obrigação dos estados de abrirem
canais de diálogo com as associações de policiais. “Se os estados não
cumprirem, como é que se faz?”, indagou.




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