Políticos baianos
eram classificados em planilha de caixa 2 com codinomes relativos a clubes do
Rio durante eleição de 2014
O Fla-Flu, aquele que talvez seja o maior clássico do futebol
nacional, ganhou novo significado a partir das planilhas da Odebrecht. De
rivalidade tão ferrenha quanto a do dérbi carioca, PT e DEM tiveram seus
candidatos, na eleição de 2014, classificados como jogadores dos times.
Sob suspeita de
terem recebido recursos declarados e indevidos durante o pleito ao governo do
Estado, Rui Costa (PT), posteriormente eleito, era citado como “Meia do
Flamengo” na planilha e valia “2.000” de alguma unidade de valor não
especificada. Já o “Meia do Fluminense” e adversário do petista no
“campeonato”, Paulo Souto (DEM) valia “29.000” da mesma “moeda”.
Mesmo que não haja
especificação quanto à importância dos valores citados, a empreiteira errou o
chute e Rui se elegeu em primeiro turno com 54,53% dos votos.
Segundo o ex-executivo
da empreiteira e criador da planilha futebolística, Luiz Eduardo da Rocha
Soares, a ideia servia para esconder dos partidos quanto cada um receberia e
evitar conflitos. “Nós tomávamos o cuidado de não dar muito para um partido em
detrimento de outro de forma lícita. Se um partido tinha direito a um valor
maior, ia de forma ilícita”, afirmou.
Fonte Babia.ba





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