São Gonçalo dos Campos, Ba, 08 de março de 2017 às 10:51h
SÃO GONÇALO NEWSNos bastidores, o comentário é de que devem ser colocados
"panos quentes" na declaração polêmica do cantor-político que
associou a Câmara ao crime organizado
Foram duas horas e meia de sessão na Câmara de
Salvador na tarde desta terça-feira (7), sem “nem um piu” sobre a situação do
vereador Igor Kannário (PHS), acusado formalmente pela Casa de
ferir a honra dos edis, após a associar o Legislativo a uma
“organização criminosa”.
Nenhum vereador, nem do governo e nem da
oposição, sequer pronunciou o nome do Príncipe do Gueto no plenário. O
edil do PHS participou da sessão, mas se manteve o tempo todo calado.
Também esteve presente na audiência da Comissão do
Carnaval, mas saiu sem falar com a imprensa. Aos assessores,
disse que estava “abalado” com a morte do compositor Felipe Yves, no dia anterior.
Nos bastidores, o comentário é de que a tendência
é que sejam colocados “panos quentes” na declaração polêmica do
cantor-político e os vereadores virem a página. Até a advertência, que chegou
a ser cogitada, deve ser descartada.
Da minoria, que se esperava uma postura incisiva
no caso, ouviu-se apenas que “a oposição não foi ofendida”, repetida inúmeras
vezes pelo seu líder, José Trindade (PSL), que também já não acredita na
possibilidade de cassação.
Os governistas comentaram que os contrários
“erraram na estratégia” ao colocar o prefeito ACM Neto (DEM) no “bolo”. Avaliam
que dificilmente Kannário escaparia de uma punição se os oposicionistas
não tivessem associado ele ao gestor soteropolitano.
Sem provocadores de ambos os lados, a expectativa
é de que o artista escape do alçapão.




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