Recuo na reforma fará com que
profissionais da educação convivam com ao menos três regimes
A decisão
do presidente Michel Temer de retirar da reforma da Previdência os servidores
municipais e estaduais que têm regime próprio na aposentadoria poderá ampliar
as distorções no magistério. Se for adiante como proposto por Temer, a reforma
fará com que mais de dois milhões de professores do país convivam com, pelo menos,
três regras diferentes para a aposentadoria, a depender se trabalham na rede
estadual, privada ou federal. E, no caso dos municípios, cidades vizinhas
poderão ter regras diferentes entre si. A situação do magistério, segundo
especialistas, é o exemplo mais emblemático de como a proposta original de
reforma da Previdência, que já excluiu policiais militares e bombeiros, pode
estar se afastando de seu objetivo inicial, que era universalizar regras e
igualar direitos.
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