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sexta-feira, 31 de março de 2017

LAVA JATO: MPF DENUNCIA PP POR IMPROBIDADE, INCLUSIVE BAIANOS

Os deputados federais baianos Roberto Britto e Mário Negromonte Júnior, além do conselheiro do TCM, Mário Negromonte, são acusados de receber propina da Petrobras

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou nesta quinta-feira (30) uma ação de civil pública por improbidade administrativa contra o PP por causa de supostos crimes ocorridos na Petrobras.

De acordo com a força-tarefa da Operação da Lava Jato, a ação cita dois esquemas de desvio de recursos: na diretoria de Abastecimento (Petrobras) e outro ligado aos benefícios que a Braskem, empresa do Grupo Odebrecht, obteve a partir da atuação no setor petroquímico da estatal. O prejuízo foi de US$ 35 milhões, entre 2006 e 2012.
Entre os nomes citados pelo MPF, estão envolvidos os deputados federais baianos Roberto Britto e Mário Negromonte Jr., além do conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM), Mário Negromonte, ex-vice-presidente nacional e comandante estadual da legenda no período citado.
O coordenador da força-tarefa, procurador Deltan Dallagnol, afirmou que, pelo menos, 21 políticos receberam propinas de R$ 30 mil por mês a título de mesadas.
“As evidências colhidas ao longo da investigação apontam que o dinheiro ilícito da corrupção da Petrobras foi empregado para o enriquecimento ilícito dos participantes e para financiar campanhas eleitorais. Neste último aspecto, a corrupção, além dos seus efeitos perniciosos mais usuais, atenta contra a legitimidade do processo democrático, por desequilibrar artificialmente as disputas eleitorais”, disse, em coletiva.


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