Neto não descartou deixar a Prefeitura para disputar o
Palácio de Ondina
O
prefeito de Salvador, ACM Neto, em entrevista a uma rádio da capital baiana na
manhã desta sexta-feira (24), disse que a possibilidade de disputar o governo
do estado em 2018 “tira o sono dos seus adversários”.
Neto
respondeu que isso não lhe preocupa e não descartou deixar a Prefeitura para
disputar o Palácio de Ondina, ocupado atualmente pelo governador Rui Costa
(PT), candidato natural à reeleição.
“Isso tira mais o sono dos meus
adversários do que o meu. Se eu fizesse 10% de pirraça como meu avô…. Agora, a
chuva na cidade sim, tira meu sono. Salvador tem problemas, mais de mil
encostas mapeadas”, desconversou o demista, evitando entrar em mais detalhes.
O
governador Rui Costa (PT) voltou a falar sobre política, em entrevista a uma
rádio na Bahia. Questionado a respeito das alianças com PSD e PP, dois dos
principais partidos da base, Rui disse que não está tratando de 2018 com nenhum
aliado até o momento.
“O resultado do nosso trabalho é fruto
dessa aliança e nós estamos trabalhando para manter essa aliança. As coisas
precisam ser planejadas. Cada dia com sua agonia. A eleição de 2018 não está na
pauta neste momento, porque os problemas são demais. Se eu estiver no meio de
uma crise dessa, começar a me desviar pra ficar nas intrigas eleitorais, o risco
é eu me ‘acidentar’. Prefiro me concentrar e manter a boa relação que temos com
todos os partidos da base. Pretendemos disputar as eleições de 2018 com o mesmo
arco de coligações que temos hoje”, disse.
“Eu
não gosto de mentir para as pessoas. Eu trato as pessoas do mesmo jeito que eu
quero que as pessoas me tratem. Se eu te disser que estou conversando sobre
montagem de chapa eu estaria mentindo, porque eu não estou. Nem eles me
procuraram pra conversar sobre isso nem eu os procurei. Eu acho que não é o momento
de conversar sobre isso. Quando for o momento oportuno vamos conversar. Em seis
meses mudou tudo no Brasil”, completou.
Rui ainda comentou a crise hídrica pela
qual está passando a Bahia – com possibilidade até de racionamento de água pela
Embasa, semelhante ao que ocorreu com outros estados.
“A situação é muito crítica. E desa vez
não é só no semiárido, é no litoral. Nós chegamos a abastecer Itabuna em 2016
com carro-pipa, em um lugar onde historicamente chove muito e o problema
histórico lá sempre foi de alagamento. Eles estão lá há dois anos vivendo um
período de seca. As críticas são bem vindas e necessárias, mas nesse momento eu
diria que 90% do problema da Embasa não é erro técnico, mas falta de água”,
respondeu.




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