Fonte G1 Góias
Funcionário
do comércio morreu; já cabo da PM e cliente foram baleados.
Queixa de barulho motivou discussão entre militar e segurança, diz delegado.
Queixa de barulho motivou discussão entre militar e segurança, diz delegado.
Câmeras de segurança registraram o tiroteio que
deixou uma pessoa morta e duas feridas no Supermercado Carrefour, no Setor Vila
Bela, em Goiânia. Uma discussão entre um cabo da Polícia Militar e um guarda civil metropolitano - que também
presta serviço como segurança do comércio - motivou o crime. O homem que morreu
era funcionário do comércio. Já os baleados são o policial e um cliente.
O caso aconteceu no domingo (5). Em uma imagem da
área de alimentação do supermercado, é possível ver quando várias pessoas
começam a correr. Em seguida, o segurança Bruno da Silva Menezes, de 29 anos,
aparece na porta do estabelecimento efetuando disparos e também correndo para o
lado de dentro.
Os disparos feriram o cabo da PM Bruno Carili
Horbylon, de 36 anos, que estava de folga no local. A Polícia Civil destacou
que ambos trocaram tiros e foram encontradas cápsulas de armas calibres 380 e
.40, que eles portavam.O segurança não se feriu. Já o policial foi socorrido de helicóptero e levado para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) em estado grave. Um cliente, de 24 anos, também foi atingido de raspão e transportado à unidade de saúde, mas foi atendido e liberado em seguida.
Segundo o último boletim médico divulgado pelo
Hugo, no domingo (6), o policial tem estado de saúde grave e passou por
cirurgia.
Queixa por barulho
De acordo com o delegado Ernani Cazer, que esteve no local, uma reclamação por barulho motivou a discussão entre o policial militar e o segurança, que deu origem ao crime.
De acordo com o delegado Ernani Cazer, que esteve no local, uma reclamação por barulho motivou a discussão entre o policial militar e o segurança, que deu origem ao crime.
"Houve uma discussão ocasional em razão de
um cliente estar fazendo barulho na área de alimentação. O policial começou a
ter problemas com essa pessoa, o segurança chegou para apartar e teve a
desavença entre eles", explicou ao G1.
Ainda conforme Cazer, durante o desentendimento,
o cabo saiu do estabelecimento e quando voltou, se encontrou com o segurança na
porta de entrada. Após a troca de tiros, Bruno da Silva foi detido e conduzido
para a delegacia.
Ao delegado, ele disse que foi empurrado e levou
um soco no rosto do cabo. Em seguida, o militar sacou a arma, momento em que o
segurança fez o mesmo e efetuou o disparou. Após o depoimento, o segurança foi
liberado.
"Não tenho elementos para prendê-lo. Se o PM
sacou a arma primeiro, tudo leva a crer, a priori, que seria legítima defesa.
Depois, no decorrer da investigação, se acharmos que há motivo para a detenção
dele, isso ocorrerá", destaca Cazer.
O delegado disse que irá ouvir outras testemunhas
e aguarda a perícia no local para embasar a investigação. Ele também aguarda a
recuperação do policial para colher a versão dele sobre o caso.
Ao G1, assessor de comunicação
da PM, tenente-coronel Ricardo Mendes, destacou que o caso será acompanhado
pela corregedoria da corporação.




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