Publicado
por: São Gonçalo News 2
de fevereiro de 2017
Deputado
Marcelo Nilo listou os avanços obtidos nos últimos tempos pelo Parlamento da
Bahia.
Antes de anunciar o resultado da votação para a
presidência da Assembleia Legislativa e para os cargos da Mesa Diretora, o
deputado Marcelo Nilo (PSL) pediu para fazer o seu discurso de despedida ainda
como presidente do Legislativo. Ele começou seu pronunciamento saudando os
deputados estaduais que participaram da votação e parabenizando os 14 deputados
eleitos para os cargos da Mesa. “Durante 10 anos, sentei na cadeira da
presidência da AL. Foram 10 anos sem denúncias, tanto nas áreas administrativas
quanto na parlamentar”, disse.
Ele fez um pequeno balanço da sua gestão
salientando que, no período, a Assembleia Legislativa se tornou verdadeiramente
a “Casa do Povo”, contando com a presença constante de movimentos sociais em
audiências públicas, sessões especiais e no Plenário, além de em determinadas
circunstâncias “ocuparem” a Casa com o objetivo de dar visibilidade a suas
causas. “Procurei ser um magistrado, negociando em busca do denominador comum e
para que todos se sentissem representados”, afirmou.
Nilo citou a construção do anexo senador Jutahy
Magalhães, a ampliação do sinal do Canal Assembleia para toda a Bahia através
de satélite, além da condução de votações de grande impacto para o estado como
a Lei de Organização do Judiciário e a Lei contra o Nepotismo. O parlamentar
contou que certa vez foi questionado por um dos seus pares sobre como conseguia
ser leal ao governo e ao mesmo tempo agradar aos deputados de diferentes
matizes ideológicos. “Eu respeito o contraditório, aqueles que pensam
diferente. Parlamentares da maioria ou minoria devem ser respeitados. Sou leal
ao governo, mas jamais rasguei o Regimento Interno ou a Constituição”, disse,
salientando que foi o único deputado da história da Bahia a passar 16 anos na
oposição e que nesse período nunca teve um projeto aprovado e nem mesmo foi
relator de alguma matéria. “Dessa vez, só no ano passado, votamos 17 Projetos
de Lei de origem parlamentar, alguns deles de deputados da minoria. Como
presidente dei vez e voz à oposição”, afirmou.
DEVER CUMPRIDO
Marcelo Nilo ressaltou que deixa a presidência de
cabeça erguida e com o sentimento do dever cumprido: “Fui atacado durante os
últimos três meses de forma pessoal e lutei contra a minha natureza, que é do
embate, para não responder aos meus adversários e prejudicar o Parlamento”,
contou o deputado. Sobre a questão da manutenção de Redas no quadro funcional
da Assembleia, “situação muito criticada por determinados veículos da
imprensa”, Marcelo Nilo informou que assinou um TAC (Termo de Ajuste de
Conduta) com o Ministério Público e se comprometeu que teria no máximo 632
contratados pelo regime. “Estou deixando 521 Redas e chamei a maioria dos
aprovados no concurso”, informou.
Com a voz embargada pela emoção, Marcelo Nilo disse
que volta ao Plenário para defender a Bahia com suas ideias. “Me despeço da
presidência, mas não me sinto descendo para a planície. Tive 150 mil votos na
última eleição. E mais. Há três coisas que amo na vida: minha família, o
Esporte Clube Vitória e a Assembleia Legislativa. Nasci na roça e nunca esperei
chegar onde cheguei. Fui presidente da Embasa, deputado, presidente da
Assembleia e substitui por cinco vezes o governador. Cheguei ‘acima do máximo’
se é possível ser usada essa expressão”, disse Marcelo Nilo.
Ele completou agradecendo aos funcionários, “do
mais simples ao mais graduado. Desejo muito que Ângelo Coronel seja um melhor
presidente que Marcelo Nilo”, finalizou.




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